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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Salon Kitty (1976)

"O filme aborda a Alemanha Nazista e teria tudo para ser enquadrado entre as produções nazi-exploitation da época, não foge a extrema elegância com que o diretor conduz tudo, o ótimo elenco, boa produção e a maravilhosa Teresa Ann Savoy, que apareceria em seu posterior Calígula.
Para início de conversa, mesmo não tendo cenas explícitas (mas quase), Salon Kitty é com certeza o filme de Tinto que mais se aproxima de Calígula (e também inclui o ator John Steiner em um papel sinistro). Muito do estilo do filme sobre o imperador romano está aqui, incluindo a mistura de cenas eróticas com algo bastante chocante.
A história se passa em Berlin, 1939, numa das fases mais críticas da Segunda Guerra Mundial, e o oficial piradaço Walsenburg (Helmut Berger) recebe a missão de fechar o bordel de Madame Kitty (Ingrid Thulin) e abrir o próprio estabelecimento sob o comando dos nazistas, chamado Salon Kitty.
Nessa missão, Walsenburg treina várias mulheres alemãs, a título de realizar experiencias sexuais delas com homens grotescos, anões, pessoas deformadas, etc. Essa parte inclusive sequer existia direito na versão original lançada nos cinemas, de 110 minutos, apenas na director’s cut, lançada em DVD muitos anos depois, com 133 minutos.
Toda essa conspiração só ocorre, naturalmente, com a anuência da Madame Kitty, que ilude suas meninas, e diz para elas fazerem tudo que os oficiais mandarem. Nesse interim, a jovem prostituta Martherita (Teresa Ann Savoy), é mais curiosa dos que as outras, o que irá causar graves consequências para o Reich."


Tinto Brass é, geralmente, um cineasta de senso erótico safado. E ele continua assim em "Salon Kitty", uma obra-prima. Ela não traz o aspecto mais camp muitas vezes relacionado ao subgênero Nazi exploitation, apesar das semelhanças temáticas. Mais adequado seria associar este filme de Tinto a certo senso crítico pasoliniano e estético de Fassbinder ao retratar o período da Segunda Guerra Mundial; ou seja, só coisa boa.


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sábado, 2 de junho de 2012

Miranda (1985)


"Miranda é a bela e sensual proprietária da pousada à espera de seu marido desaparecido na guerra. Entre seus vários pretendentes, um alto diplomata, um caminhoneiro, o treinador americano e Toni. Miranda se apaixona por Toni e decide se casar com ele. De agora em diante a pousada será chamada de 'Miranda.'"


O filme é óbvio em sua objetividade. Para além da nostalgia, esta "comédia erótica" de Tinto Brass triunfa pela voluptuosidade do poder de sugestão. Paradoxalmente aos inúmeros "gonzos" com os quais a internet brinda os tempos modernos, a sinfonia da sedução espelhada por Serena Grandi lembra o espectador da excitação que não imediata. "Permitir-se... demorar-se nas delícias", uma boa e válida leitura contemporânea desta obra.


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