sábado, 2 de junho de 2012

Balada Sangrenta (1958)

"Em Nova Orleans vive Danny Fisher (Elvis Presley), um jovem que tinha se envolvido com gangues. Danny trabalha como cantor de bares à noite, se tornando um grande sucesso. Até que ser obrigado a cantar na casa noturna de um gângster."


Não é segredo para os fãs de Elvis que seu sonho era ser um Marlon Brando ou James Dean. De todos os filmes que o Rei do Rock protagonizou, "King Creole" é o que maior margem dá às suas aspirações iniciais. Os dramas familiares e a delinquência juvenil, temas recorrentes nos papéis tanto do jovem Brando quanto de Dean, se encontram bem explorados na direção coesa de Michael Curtiz - que extrai de seu protagonista uma interpretação convincente, mesmo que algumas vezes genérica, inspirada em seus ídolos.
E o que dizer dos números musicais? Ótimos, reverberantes e inesquecíveis são alguns dos adjetivos. O cenário para sua apresentação é Nova Orleans, berço do jazz e casa de boa parte do blues de raiz, também denominado blues rural. Elvis Presley está à vontade, num ambiente propício, em grande fase apresentando um repertório que é puro rock´n´roll em suas mais distintas ramificações, como queiram chamar especialistas: blues, rockabilly, folk e etc. Nota 10.


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Miranda (1985)


"Miranda é a bela e sensual proprietária da pousada à espera de seu marido desaparecido na guerra. Entre seus vários pretendentes, um alto diplomata, um caminhoneiro, o treinador americano e Toni. Miranda se apaixona por Toni e decide se casar com ele. De agora em diante a pousada será chamada de 'Miranda.'"


O filme é óbvio em sua objetividade. Para além da nostalgia, esta "comédia erótica" de Tinto Brass triunfa pela voluptuosidade do poder de sugestão. Paradoxalmente aos inúmeros "gonzos" com os quais a internet brinda os tempos modernos, a sinfonia da sedução espelhada por Serena Grandi lembra o espectador da excitação que não imediata. "Permitir-se... demorar-se nas delícias", uma boa e válida leitura contemporânea desta obra.


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sexta-feira, 1 de junho de 2012

The Crimson Ghost (1946)

Um gênio do crime conhecido como The Crimson Ghost tenta roubar um aparelho chamado Cyclotrode, que pode causar curto-circuito na corrente elétrica de todo o planeta.



Na verdade uma espécie de série que passava antes das sessões principais nos anos 40, neste caso denominada um "Republic film serial", formada por pequenos episódios em que o final sempre instigava a curiosidade do espectador, de maneira que este voltasse ao cinema, mesmo que a atração principal permanecesse em cartaz, só para checar o "próximo capítulo".
Projeto extremamente eficaz para a época e, considerando seu contexto original, muito divertido para o espectador dos dias atuais, principalmente se este for fã do grupo de rock The Misfits e compreender o espírito das produções de horror B de tal era.


Assista ao primeiro episódio da série dividido em duas partes no youtube:




Suplício De Uma Alma (1956)

"Um jornalista monta um expor a fragilidade do sistema judicial. O plano era o de forjar evidências que levassem seu futuro genro à cadeia por assassinato para depois desmascarar a armação e humilhar o advogado do distrito. Mas a situação fica perigosa quando a pessoa que traria as provas para inocentar o jovem morre em um acidente de carro."




O suplício de um grande diretor tem medida em suas maiores obras. Por exemplo: "Meia Noite em Paris" é um bom filme; no entanto, se comparado a "Annie Hall" ou "Manhattan", toma dimensões imensamente menores. Este é o caso de "Suplício de uma Alma", do genial Fritz Lang. O filme é ótimo. Seu ponto destacando a ineficácia e/ou inexistência da justiça humana faz-se presente através de inúmeros recursos metalinguísticos e dialéticos. Contudo, em certos aspectos, principalmente no que tange à última reviravolta da trama, o obra pode parecer datada. 
Fato é que a sombra de filmes como "Metropolis" e "M - O Vampiro de Dusseldorf" a faz parecer menor, mas não sem valor.




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Hated: GG Allin and the Murder Junkies (1994)

Pôster por John Wayne Gacy.


Documentário fantástico de Todd Phillips (curiosamente diretor da série "Se Beber Não Case). O filme, assim como a obra de G.G. Allin, é um soco no estômago - seja você um fã, ou não, do cantor/compositor/performer retratado. Um quadro honestíssimo, no entanto desaconselhável para determinadas pesssoas que se encontrem em estado de espírito fragilizado. Facilmente um dos melhores documentários versando em volta do rock'n'roll junto de outros como The Devil and Daniel Johnston e End of the Century: The Story of the Ramones.


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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cemitério Maldito (1989)


Bom, premissa indiscutível: a comparação entre o veículo impresso e sua adaptação cinematográfica é inútil. Isto é uma constatação. São veículos diferentes, ora bolas! Com tudo isso, a inutilidade muitas vezes se faz necessária por ser demasiadamente usual. Então vamos lá: o livro de Stephen King te puxa pelas bolas. A trama se desenvolve de tal maneira que a falta de profundidade, no que diz respeito ao aspecto humano, passa quase batida - isso apesar da loucura crescente do protagonista ser um dos fatores chave para sua interpretação.


 Já no filme, toda a minúcia referente aos sentimentos humanos torna-se mais rasa ainda. E quem disse que complexidade na formação de personagens é necessária para se fazer um bom filme de horror? O filme é do caralho. Ao escrever o roteiro, o próprio Stephen King, parecendo ciente dos diferentes canais midiáticos com que trabalhava, acertou na mosca. Atuações canhestras não nos privam de uma obra que lida com tabus, quase óbvios, os transgride e muitas vezes causa arrepios muito mais contundentes do que os de muitos filmes de terror produzidos na década de 80, como os slashers que estavam muito em voga.



Montagem e iluminação eficientes, efeitos anos 80 - nada dessa digitalização que pasteuriza o cinema atual, são os vetores que transpassam com sucesso a trajetória de um pai que faria de tudo para manter seus entes queridos a volta.


Curiosidade: uma vez estive em uma palestra com a diretora do filme, Mary Lambert. Ela disse que, apesar de ser fã de Stephen King, apenas aceitou dirigir o filme pois Dee Dee Ramone, que era muito seu amigo, havia lhe dito que compusera uma canção para fazer parte do que seria a adaptação do livro (O Cemitério). Nada melhor que começar o blog com a mistura perfeita entre bom horror e o melhor rock'n'roll.

PS: Atenção ao padre de um dos funerais.